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HISTÓRICO
Pautada na real vocação florestal do estado, a Universidade Federal
do Amazonas (UFAM) deu início em 1974, à elaboração
de um de seus mais importantes projetos, estabelecendo os primeiros contatos
com a Universidade Federal do Paraná para a assinatura de um convênio,
que deveria culminar com a implantação de um curso de Engenharia
Florestal em Manaus. O sucesso desta primeira iniciativa foi imediato, pois,
após estabelecido o acordo, a UFAM passou a oferecer dez (10) vagas para
este curso, enviando já em 1976 , os primeiros bolsistas para iniciarem,
no segundo semestre, o ciclo profissionalizante em Curitiba.
Caso fosse considerado carente, o estudante receberia, além das passagens
de ida e volta, uma bolsa equivalente a três (03) salários mínimos
da região sul, da época. Após concluído o curso,
poderia ser contratado (até 1979) pela Universidade Federal do Amazonas.
Dava-se, assim, início à preparação dos recursos
humanos, que, a médio prazo, deveriam constituir um grupo de professores,
comprometidos com a implantação e desenvolvimento do curso de
Engenharia Florestal na Universidade Federal do Amazonas.
A interrupção de contratação de ex-bolsistas, a
partir de 1979 (2º semestre), provocada por modificações
na legislação nacional, comprometeu de tal forma o projeto original
da UFAM, que, somente após decorridos oito (08) anos, esta conseguiu
reunir condições que viabilizassem sua reformulação
e imediata execução.
Em seu I Plano Diretor, a Universidade Federal do Amazonas, comprometia-se a
criar mais de um curso na área de Ciências Agrárias, além
do curso de Agronomia, ao estabelecer a necessidade do planejamento curricular
e criação do curso de Engenharia Florestal em 1979, ano em que
mais de dez (10) alunos do citado convênio, já se encontravam no
Paraná, cumprindo o ciclo profissionalizante.
O convênio com a Universidade Federal do Paraná oferecia os seus
primeiros resultados no final de 1978, e, mesmo assim, nada de concreto foi
decidido em relação à criação do curso até
1986; não por motivos técnicos, mas sim, como uma conseqüência
de dificuldades politicamente geradas pelo próprio gerenciamento da UFAM
as quais e mantiveram até meados de 1985; prova disto, o plano de apoio
à criação do curso (Anexo III) que detalhara a interação
da UFAM com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) simplesmente
tinha sido engavetado.
Ao final deste período de grandes dificuldades para a Universidade Federal
do Amazonas, um grande admirador das ciências agrárias, Prof. Roberto
dos Santos Vieira, eleito reitor para os anos 1985/1989, tomou para si a iniciativa
de implantar definitivamente o curso, que, segundo seu ponto de vista, cobriria
uma enorme lacuna existente, no tocante aos compromissos florestais e ambientais
da instituição de sua responsabilidade. Com tamanha determinação
e auxiliado por professores Engenheiros Florestais, oriundos do convênio
com a UFPR, encerrado em 1986, criou no ano seguinte (1987), o tão almejado
curso, resultado da avaliação e aprovação consensual
de todos os colegiados afetos aos trâmites de um processo desta natureza,
na Universidade Federal do Amazonas.
Há mais de vinte anos investindo na formação de engenheiros
florestais, seja através de convênio como primeira experiência,
seja individualmente, conforme previsão de um dos seus mais recentes
projetos, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), não tem medido esforços,
no sentido de promover o quanto antes, a consolidação do curso
de Engenharia Florestal, de modo a assegurar a formação de profissionais
compatíveis com a demanda deste setor na Amazônia. Implantado no
mesmo ano de criação da Faculdade de Ciências Agrárias,
1989, o curso de graduação da UFAM obteve nos últimos anos
importantes avanços relativos a recursos humanos. Hoje dispõe-se
de um quadro de 15 (quinze) professores efetivos, todos engenheiros florestais,
dos quais 12 são doutores e apenas 3 mestres.
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