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MISSÃO 1 A Amazônia, com sua elevada biodiversidade, extraordinária extensão
territorial e as múltiplas interrelações dos fatores bióticos
e abióticos, forma um conjunto de ecossistemas extremamente complexo
e de equilíbrio frágil do ponto de vista ecológico.
Os problemas ecológicos, sociais e econômicos, resultantes de uma
colonização intensiva da Amazônia Brasileira, nas últimas
décadas, evidenciam a necessidade de conhecimentos técnicos-científicos
mais profundos relativos ao setor florestal, assim como um maior atrelamento
à realidade das populações tradicionais, no processo da
busca de entendimento do equilíbrio dos ecossistemas.
É sabido e lógico que o desenvolvimento da Amazônia deve
se dar pelo progresso científico e tecnológico, e é esta
a principal justificativa para o investimento e apoio na formação
e fixação de recursos humanos na região.
Com a crescente demanda de recursos florestais, é inevitável a
pressão cada vez maior sobre a Amazônia, razão pela qual
é crescente a busca de técnicas que possibilitem disciplinar o
uso até agora desordenado e progressivo das florestas na região.
Em meio a esta problemática, surge a figura do Engenheiro Florestal como
peça importante ao gerenciamento e utilização racional
dos recursos florestais, tendo como função precípua promover
o uso múltiplo e ordenado das florestas, de modo a garantir as bases
do desenvolvimento sustentado.
Existem em toda a Amazônia, apenas três escolas de Engenharia Florestal
(incluindo o curso objeto deste projeto), apesar da extensão territorial
da região e, em particular, da abundância de recursos florestais.
No estado Federal do Amazonas, que possui uma área de aproximadamente
2 milhões de Km2, o número de Engenheiros Florestais não
chega a 80, segundo dados cadastrais da Associação Profissional
dos Engenheiros Florestais do Estado Federal do Amazonas (APEFEA). Deste total,
cerca de 90% atuam no setor público, quase sempre na capital do Estado.
O Engenheiro Florestal pode atuar exercendo cargos em órgãos públicos,
empresas privadas ou como profissional liberal, não só na capital
do Estado mas, sobretudo, no interior, suprindo a necessidade de técnicos
no gerenciamento dos recursos florestais e desenvolvimento do interior.
No setor público, o mercado de trabalho em potencial é extensivo
às instituições de pesquisa, ensino, extensão e
órgãos de fiscalização, além dos
governos estaduais e prefeituras através das secretarias de meio ambiente
e de produção rural.
No setor privado, o mercado de trabalho em potencial está ligado às
indústrias de compensado e laminado (tanto na área industrial
como na silvicultura e manejo florestal), nas serrarias, e nas empresas mineradoras
(recuperação de áreas degradadas).
Como profissional liberal, o Engenheiro Florestal da região tem como
mercado potencial a elaboração e execução de projetos
de manejo florestal, consultoria na área florestal, produção
de mudas e reflorestamentos, exploração e comércio de madeira,
elaboração de projetos de parques e jardins, planejamento, gerenciamento
e monitoramento de arborização e florestas urbanas. existe, ainda,
um mercado emergente em organizações não-governamentais
(ONG's) podendo o Engenheiro Florestal atuar em projetos ambientais nas diversas
áreas da ciência florestal.
MISSÃO 2
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Proteger as florestas
da Amazônia da degradação ambiental, contribuindo para a evolução das técnicas
em manejo, conservação, produção e beneficiamento de produtos florestais
madeireiros e não-madeireiros.
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Desenvolver mecanismos de controle, gestão e monitoramento de recursos
florestais na Amazônia, com a consciência de atuar profissionalmente
visando melhorar a qualidade de vida das populações tradiconais.
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Defender princípios éticos, sociais e ambientais que compatiblizem
desenvolvimento sustentável com a satisfação das necessidades
humanas de bens de consumo e serviços, sem exaurir o capital ecológico
e as riquezas florestais da Amazônia, comprometendo-se a zelar pela sua
perpetuação em favor das futuras gerações.
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